Muito tem se discutido atualmente sobre o tema inteligência emocional, fato é que cada vez mais esta característica se torna requisito básico no mercado de trabalho

Por muito tempo, a teoria de que o sucesso no mundo corporativo era ditado apenas por aspectos cognitivos, foi aceita e difundida. Segundo tal linha de pensamento, o indivíduo propenso ao sucesso deveria ter apenas habilidades técnicas suficientes para desenvolver-se e posteriormente alcançar o sucesso profissional, como num ciclo, as habilidades técnicas por si só levariam o indivíduo a alcançar a aprovação completa. Entretanto, uma nova linha de raciocínio, que conta com trabalhos pioneiros mais aprofundados de Daniel Goleman, soma à “fórmula do sucesso” um ingrediente novo. Os aspectos e elementos sociais são considerados e incluídos no processo gradativo do sucesso, surge então a expressão "inteligência emocional", requisito básico no ambiente organizacional nos dias de hoje.

Inteligência Emocional

 

O que algumas pessoas parecem ignorar é a importância da inteligência emocional no ambiente organizacional contemporâneo. Como nunca antes visto, as mudanças ocorrem de forma muito rápida, a informação circula de forma incrivelmente dinâmica. E para acompanhar este ritmo veloz de mudanças é necessário se tornar dinâmico, flexível, capaz de não só absorver, mas de utilizar a informação no seu processo decisório e também nas relações sociais desenvolvidas no ambiente intra e interorganizacional. Mais do que nunca, headhunters procuram nos processos seletivos colaboradores dotados de inteligência emocional, descartando o velho discurso de proatividade, relacionamento intergrupal, etc. Não que esses conceitos e habilidades devam ser ignorados, mas é que o processo de seleção também se desenvolveu (e muito) nos últimos anos.


O profissional dotado de inteligência emocional é aquele que tem a capacidade de superar-se, de motivar-se e manter focado nos seus objetivos, mesmo que o ambiente onde ele se encontra seja contrário, um cenário pessimista, como por exemplo, uma crise econômica que assola determinada organização, em que muitas pessoas estão sendo demitidas, numa tentativa de enxugamento da folha salarial. Esse suposto funcionário tem pelo menos duas opções: entrar em pânico e desmotivar-se, levando ao seu esgotamento físico e psicológico, ou manter a calma, desenvolver novas habilidades e tornar-se cada vez mais necessário à organização, evitando assim a sua demissão por motivos óbvios, com doses de motivação diária que o farão manter-se centrado nos seus objetivos. Aquele que é emocionalmente inteligente com toda certeza não escolherá a primeira opção, uma vez que é conhecedor de suas habilidades e capacidades, sendo por natureza um grande gestor de crises.

Entretanto, não é da natureza de um profissional emocionalmente inteligênte o isolamento em relação à demais pessoas, trabalhando na maioria das vezes em grupo, ciente da sua importância no grupo e reconhecendo a necessidade do trabalho dos demais integrantes. Aquele funcionário que é reconhecido por sua inteligência emocional cultiva relações sociais integrativas, o que configura um dos elementos constituintes da inteligência emocional: a inteligência interpessoal. Ou seja, esse profissional entende e aceita o comportamento dos seus colegas de trabalho, desde de que não excedam as normas sociais e organizacionais pré-estabelecidas. Somente um profissional que consegue controlar as suas emoções e tem a capacidade de agregar este controle às suas habilidades técnicas e conceituais pode ser um profissional bem-sucedido no cenário organizacional atual.

Também é interessante observar que a inteligência emocional tomada isoladamente não leva automaticamente ao sucesso, muito pelo contrário, como afirmado anteriormente, vários elementos distintos são de suma importância para o possível desenvolvimento do sucesso nos dias atuais. O mercado de trabalho requer profissionais versáteis, tolerantes, que sejam capazes de desenvolver-se em cenários tempestivos, gerenciando crises e que sejam capazes de absorver e utilizar sempre que necessário em suas decisões novos conceitos e situações pelas quais já passaram. O novo profissional que surge na era da informação deve ter mais que habilidades técnicas, mas habilidades conceituais e de comunicação, que possam ampliar seus horizontes, num processo de crescimento que não acontece individualmente, mas em conjunto com as organizações onde ele se encontra integrado. O profissional procurado pelas organizações é aquele que tem a sensibilidade necessária para adaptar-se à nova realidade existente, o mundo organizacional se transformou nos últimos anos e mais do que nunca é necessário que o profissional tenha como lema adaptabilidade e motivação.

O papel das organizações nesse cenário também é de fundamental importância, não somente os funcionários devem ser flexíveis, as organizações e os seus administradores também devem ser dotados de inteligência emocional, mantendo o ambiente organizacional propício ao desenvolvimento de habilidades importantes, concedendo espaço ao indivíduo para que ele tenha responsabilidade no processo decisório, mantidas as devidas proporções (é claro), é dever das organizações incentivar o desenvolvimento de equipes multifuncionais, fornecendo oportunidades aos funcionários, para que estes tenham conhecimento acerca da organização onde desempenham seus papéis. O empoderamento das equipes de trabalho, também conhecido como Empowerment tem papel fundamental na formação e desenvolvimento de um profissional emocionalmente inteligente, sem contar os fatores motivacionais que demonstram a preocupação da organização em relação aos seus funcionários e o seu bem-estar.

Por fim, é possível constatar que a inteligência emocional é fator de suma importância nas organizações contemporâneas, apesar de não ser o único fator que determina o sucesso ou fracasso do indivíduo. É necessário observar que os tempos atuais são de incerteza, ao mesmo tempo em que a mudança é a única constante. O ambiente organizacional e o comportamento das pessoas nele envolvidas é fascinante, esse é um tema que merece muita atenção e muitos estudos, devido a sua complexidade e importância na vida de todos nós. Devido a toda essa complexidade e mutação faz-se necessário cada dia mais desenvolvermos nossas habilidades enquanto indivíduos flexíveis, capazes da adaptação nesse ambiente incrível.

 

Fonte: Administradores 

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